Zepelim (ou O Balão que Nunca existiu) é o segundo espetáculo da Cia. Variante e conta a história de Zezinho, um garoto que vive no lixão com seu melhor e único amigo, o cachorro vira-lata Pelim. É com ele que divide suas brincadeiras, todos seus pertences, suas risadas, sua moradia, sua comida e principalmente seu maior sonho: poder voar de balão. Então, os dois trabalham como catadores de materiais recicláveis para juntar dinheiro e comprar sapato para o Zezinho. Porque não se pode voar de balão descalço. E é aí que a aventura começa!

Nossa estreia ocorreu no dia das crianças, 12 de outubro de 2017 no SESC Ipiranga e fez uma linda temporada lá. Agora estamos em cartaz em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura no Teatro Municipal da Mooca – Arthur Azevedo, todos os sábados e domingos às 16h até o dia 17 de dezembro de 2017.

Assista nosso teaser, feito pelo filmaker Otavio Oliveira.

FICHA TÉCNICA

ELENCO

 

pelim

Pelim

Samantha Verrone

meninog

Zezinho

Tati Takiyama

carroça

Músico Guardião

Danilo Mora

DRAMATURGIA
Tati Takiyama

ENCENAÇÃO
Danilo Mora

DESIGN DE APARÊNCIA
Rafael Bicudo

CENÁRIO
Concepção: Cia. Variante
Grafite: Aquino Supertramp

ILUMINAÇÃO
Design de Luz: Igor Sully
Operação: Igor Sully | Gabriel Ivanoff

CONFECÇÃO DE BONECOS E MARCENARIA
Danilo Mora

COMPOSIÇÃO MUSICAL
Danilo Mora
Tati Takiyama

ORIENTAÇÃO MUSICAL
Rodrigo Régis

DESIGN GRÁFICO E FOTOGRAFIA
Thiago Takiyama

SUPORTE DE PRODUÇÃO
Rita Moraes

CAPTAÇÃO E EDIÇÃO DE VÍDEO
Otávio Oliveira

DEPOIMENTOS DE ESPECTADORES

“Um espetáculo encantador, que nos traz a vida de um menino que mesmo esmagado pelas dificuldades na vida, não perde o brilho do olhar e nem o sonho de voar. Consegue mostrar a realidade de uma criança moradora de rua de forma sincera, mas doce.Mostrar o valor da amizade, ensina que a vida não é um conto de fada, mas dá pra levar feliz, por menos que se tenha. Cenário incrível, História nos envolve do início ao fim. Músicas incríveis, inclusive mostra que dá pra fazer música com instrumentos reciclados. Figurino maravilhoso. Um espetáculo que vale a pena ver e indicar. Parabéns a todos os envolvidos!!”

Zepelim – Incrível, filosófico, todos precisam, emocionante, dinâmico, direto ao ponto sem acariciar, espetacular!!! E agora falo sobre algo pessoal – 16 anos de história com Danilo Mora e Rita Moraes, tô em choque até agora com toda a experiência do espetáculo em si, da excelência e cuidado em fazer arte, junto com uma equipe incrível, atrizes absurdamente ótimas Samantha Verrone e Tati Takiyama e com a equipe técnica sensível aos detalhes. Realmente não sei cmo descrever tudo aqui, queria é falar sobre um por um. São tantos detalhes, histórias, emoções de estar ali, de ter estudado com Danilo e Rita, de assistir um espetáculo tão maravilhoso, de estar com minha filha de 4 anos sendo engolida pelo teatro, de estar com minha esposa e sogra q tb já trabalharam em peças, do ambiente/ estrutura e magia de um teatro em si, luzes, palco, poltronas, acústica. Um sentimento de gratidão enorme pela Cia Variante por toda essa energia que me transmitiram. Sempre muita merda pra vcs!!! Amo vcs! Ahhh, e a minha filha está encantada contando a história toda do Zepelim!!”

A peça trata de um assunto delicado, poderíamos dizer pesado,de maneira genial, levando para crianças a realidade, esquecida, ou melhor, deixada de lado na sociedade brasileira.

Quando falamos de moradores em situação de rua, logo pensamos que os conhecemos bem, afinal estao em todo lugar.A verdade é que são invisíveis, esquecidos e ignorados, olhar para a dor do outro machuca, então é melhor fingir que ela não existe.

Estudei serviço social na PUC SP e realizei pesquisas de campo com esses moradores, percebi que eles tem sonhos, desejos, não são só a sujeira que muitos consideram, que escondem, que matam, para limpar a cidade, sim muitos são mortos, caso não saibam.

Mas como falar de um assunto tão sério? Como falar do analfabetismo, fome, quantidade de lixo que produzimos.O Brasil produz tanto alimento e muitos continuam passando fome sejam elas crianças, adultos, adolescentes, idosos, eles vivem na rua, no lixão, como o zezinho, como o Pelim. Um assunto mostrado com clareza no curta ilha das flores.

Essa peça traz todo esse desconforto social, em 40 minutos de reflexão, de alguns ” tapas na cara” , nao tem a intenção de mudar o mundo ou chocar quem os assiste, mas de sensibilizar, informar, fazer enxergar, aqueles que estão cegos e se preocupam com tanto, mas nao se preocupam realmente com nada.

Existem crianças que não sabem ler, são presas na ignorância, como diria Paulo Freire, precisamos ser pacientemente impacientes, eis que é exatamente o que a Cia. Variante é, coloca suas inquietudes e estudos, em uma obra para crianças, adultos, idosos, todos! de maneira paciente, mesmo estando impacientes com tudo que vivemos.

Trabalhar com esse assunto é delicado e desafiador, nada contra o entretenimento, mas é mais fácil se vestir de galinha pintadinha e cantar musicas já conhecidas pelas crianças.

O que a Cia. Variante fez nesse espetáculo foi trazer uma nova maneira de fazer música, com material reciclável, mostrando para criança que podem ter e fazer.

Estava ao lado de três crianças que ficaram vidradas, com as cores, música e personagens apresentados, ninguém conhecia aquela história, mas queriam conhecer, torciam e riam.

“Mãe, tem criança que não sabe ler? “

Uma mistura de arte corporal, música, otima narrativa, construiu para mim uma excelente peça para assistir no dia das crianças.

Tudo que envolve a impaciência de muitos, afeta a paz que outros tinham em fazer o zezinho invisível, era mais fácil, mas como fechar o olhos depois de te lo aberto? obrigada 
Cia. Variante por abrir ainda mais os meus, que eu nao os feche , que nao finja, nao ignore.”

“Costumo ir ao teatro regularmente assistir a vários gêneros de peças e acredito que a peça se inicia quando o público entra, antes de se acomodar. Em Zepelim (ou o balão que nunca existiu) o cenário e a luz que encontramos antes mesmo de nos sentarmos preparam e convidam para a história subsequente: a penumbra azulada derrama sobre o cenário uma delicadeza que permeia toda a peça, ao mesmo tempo que as formas bagunçadas pelo chão e a grande imagem ao fundo dão o prelúdio para o tema abordado: uma criança em situação de rua.
Paradoxalmente, num jogo inteligente, quem conta a história é o cachorro (Pelim) enquanto o menino (Zezinho) não fala. A trama desenvolve situações reais, que em um primeiro momento podem parecer simples mas conforme o desenrolar dos fatos, atingem nossa consciência com sutileza porém com potência. Eu, adulta, estava me divertindo e me encantando pela história de Zezinho e Pelim, mas apesar de agradar o gosto de adultos o importante era agradar as crianças, afinal era 12 de outubro.
Já assisti a algumas outras peças infantis e me surpreendi com o silêncio do teatro. Crianças são muito sinceras e quando não estão gostando de algo, apenas dizem que querem ir embora e quando contrariadas, simplesmente choram. Isso aconteceu uma vez, com uma criança, durante toda a peça. Assim que a criança que chorava deixou o teatro, me surpreendi com o quanto as crianças estavam entretidas. Todas mudas e olhando fixamente em direção ao palco, um feito difícil de ser conquistado na era das telas. Neste momento a qualidade da peça ficou evidente para mim.
Mas mais do que as crianças estarem gostando, a peça me transportou de volta para a minha infância, trazendo lembranças claras de coisas que havia assistido com grande influência no meu caráter, percebendo o quanto crianças são permeáveis e sensíveis a este tipo de mensagem – lembrei de assistir a um programa de TV onde a mensagem era algo do tipo “não existem pessoas estranhas, existem pessoas diferentes e todos somos diferentes” e em como me senti ao lembrar de colegas de escola e eu mesma zombando de alunos que eram diferentes, prometendo que nunca mais ia fazer algo assim. É esse tipo de impacto que acredito que Zepelim (ou o balão que nunca existiu) carrega. Tenho certeza que algumas dessas crianças chegaram em casa e separaram calçados, brinquedos ou peças de roupa para os não raros Zezinhos existentes pela rua afora.
Zepelim (ou o balão que nunca existiu) agrega diversão, entretenimento, reflexão e um importante papel social cada vez mais necessários, principalmente nos dias atuais onde o egoísmo e os discursos de ódio estão se disseminando de forma assustadora. Parabenizo a Cia Variante pelo belíssimo produto, fruto de uma árdua pesquisa e da vontade de fazer a diferença no mundo.”

“A peça Zepelin encanta crianças, mas principalmente faz adultos refletirem o mundo atual através de uma bela e emocionante crítica social… Não há como sair do teatro sem pensar no qual é seu papel para contribuição desse quadro que a peça aborda, tanto para a manutenção dele quanto para a melhoria dele… Se você não se emocionar, realmente há algo de muito errado com você…”

“Zepelim é uma peça muito interessante que demonstra explicitamente como a desigualdade social afeta as pessoas inclusive crianças e como nos vemos inferiores um aos outros por questões financeiras e a ignorância que isso gera, além disso a falta de afeto onde o próprio cachorro reconhece ter mais atenção que seu dono pelas pessoas na rua…

Esse contexto é passado por músicas e um cenário muito bem elaborado além de grande parte dos instrumentos serem feitos de materiais recicláveis, sensacional!”

“A peça foi ótima. Fez a abordagem de um tema que muitas pessoas não dão a importância necessária, e que, apesar dos problemas que as pessoas que se encontram nessa situação passam, ainda sim conseguem levar uma vida feliz, com o pouco que tem. Acho que outro ponto positivo que eu percebi foi que a peça prende a atenção das crianças. E acho que por ser uma peça infantil, ver as crianças tão concentradas na ação dos personagens já deixa claro o sucesso do espetáculo. Cenário, música e atuação dos atores, sem palavras, não podia esperar algo melhor. A equipe toda está de parabéns!”

“Falar sobre desigualdade social para qualquer público ( através de qualquer plataforma) é sempre delicado.O espetáculo Zepelim retrata a desigualdade social longe do olhar da pena ou da discriminação, mas sim, próximo dos sentimentos do sujeito tratado como desigual, mostrando ao público de maneira lúdica que os sonhos não são “casteados” ou necessariamente podem ser adquiridos com cartões de crédito. Os sonhos do menino Ze retratados através do seu animal de estimação (pelim), fundamentam a mensagem passada pelo autor de que a voz da camada social mais desfavorecida é muda à sociedade brasileira atual. Reflexo disso e mensagem direta é o menino Zé sem voz durante a peça.
De uma maneira geral, a peça é sensível, divertida e inspiradora. Espetáculo feito para crianças, jovens, adultos e velhos da sociedade brasileira atual.”

“A peça retrata a realidade de muitas crianças no Brasil, que trabalham desde cedo para ter algo que para alguns parece ser impossível .
A peça mostra que pode ser feliz com pouco, que você pode usar a imaginação e a criatividade para se divertir, que cantar acalma a alma e alegra a vida.
Fala sobre amizade e companheirismo de um garoto e seu cachorro.
Imaginar e voar o mais alto possível, porém sempre com os pés no chão, nunca desistir de seus sonhos, não deu certo hoje, amanhã é um novo dia.
As crianças já não sabem oque é brincar com a imaginação pois vivem em um mundo cheio de tecnologia, onde só é legal aquele brinquedo caro, e que amanhã já não será tão legal assim.
Adoramos a peça a gostaria muito de ver outro espetáculo da Cia variante.”

“Amei o espetáculo. Gosto muito de assistir peças que respeitam a criança propondo temas importantes de forma leve e divertida. Muito sensível e cativante.”

“É um espetáculo teatral que retrata a importância da amizade, lindamente representada por um menino catador de lixo e seu cão. Os bonecos nos conduzem a um Universo real e imaginário, permitindo adultos e criancas vivenciarem de forma lúdica, a vida em um lixão, onde a criatividade e a vontade mostram que é possivel querer o impossível: ali se trabalha, se ganha um troco, se brinca, se dorme, se ama, se sonha. A cena com instrumentos musicais criados a partir de sucata é fantástica, e chama a atenção do público ao consumismo exagerado e desnecessário da sociedade, mostrando que nem tudo que está no lixão é lixo: ter por querer ter não trás felicidade! O passeio de Zeppelin? Sim, é importante sonhar, viver o fantástico, mas também é importante a realidade, pois ter um verdadeiro amigo com quem contar é eterno e não tem preço. Parabéns ao texto, às musicas, cenário, interpretação, mímica, aos bonecos serelepes. Bela mensagem, que toca nossos corações!”

“Uma peça leve e ao mesmo tempo profunda. Eu ri, chorei, torci, vibrei e voltei a ser uma criança repleta de imaginação com esse espetáculo.”

“Amei Zepelim (Ou o Balão Que Nunca Existiu). Embora trate de um assunto sério, a peça é leve e gostosa de assistir. Perfeita para crianças porque além de contar uma linda história de amizade diante das dificuldades, têm elementos lúdicos como música e fantoches, e um cenário muito bonito.
E perfeita para adultos que podem refletir e viajar neste universo inocente de uma criança e um cachorrinho que têm uma vida tão díficil e são tão cativantes graças a amizade e a fantasia. Parabéns aos atores”

“Assisti a peça e achei genial a forma com que foi retratado assuntos delicados com toda leveza e sensibilidade de um olhar doce e infantil. Ao mesmo tempo, trazendo aos adultos várias lições de conscientização. Produção, cenário e atores sensacionais. Amei e super recomendo. Uma lição doce, divertida e muito real.

Parabéns Cia. Variante e a todos envolvidos. 

2017 Cia Variante © ALL RIGHTS RESERVED. by Tati Takiyama