Os Ratos são crianças? Ou são palhaços? Ou são simplesmente seres que a sociedade não quer ter como bicho de estimação? Para isso esse espetáculo é feito, não para responder perguntas mas para trazer reflexões. Um espetáculo cheio de cores, grafite, rock ‘n’ roll, brincadeiras, gagues de palhaços, risadas e friozinho na barriga com um pequeno aperto no peito.

The Ratos (ou O Camarim da Fama Encardida) fala com a criança, mas também com o jovem, o adulto, o idoso e todos que tiveram infância e já se esqueceram dela ou para aqueles que sentem saudades. Saudades das brincadeiras, da amizade, dos sonhos, até das decepções e de tudo aquilo que é humano e ultrapassa daquilo que não já depende só de nós, às vezes é preciso estar junto, estar perto para entender o que é o amor, o que é a vida.

Duração do Espetáculo: 50 minutos
Classificação: Livre

SINOPSE

Bruck é um roedor muito sabichão que tem como fiel escudeiro Burguer, um ratinho cheio de particularidades. Juntos eles vivem grandes aventuras e talvez a maior delas seja a execução do Plano A: tornarem-se ‘Ratos da Páscoa’. Nesta intensa busca pela fama e reconhecimento, decidem roubar os ovos do coelho Pimpão e decidem entregá-los na casa da menina Anjolinda. 

 

ELENCO

BRUCK

Jacarezinho Ramos

BURGUER

Danilo Mora

ANJOLINDA

Samantha Verrone

PIMPÃO

Tati Takiyama

FICHA TÉCNICA

Texto:  Moisés Ameno

Adaptação: Cia. Variante

Encenação: Danilo Mora

Design de Aparência: Cia. Variante

Cenário:
Concepção: Cia. Variante
Marcenaria: Danilo Mora
Grafite: Aquino Supertramp

Música:
Concepção: Cia. Variante
Músicos Convidados: Leandro Legant e Rafael Puglia

Iluminação:
Design de Luz: Danilo Mora
Operação: Igor Sully | Rita Moraes

Suporte de Produção:
Rita Moraes

Fotografia:
Alécio Cezar | Thiago Takiyama | Ariane Spinelli

Teaser:
Captação de Vídeo: Otávio Oliveira
Música: Bora 8:12
Edição: Tati Takiyama

CRÍTICAS

Críticas sobre o espetáculo. Se você tem algo a nos dizer sobre The Ratos (ou O Camarim da Fama Encardida) entre em contato conosco!

“Como fazê-la? Com quem? Arriscando o quê realmente? Eu fiquei mexido mesmo, sei lá, vi atores arriscando juntos sabe? Isso sempre atiça a chama vestal do meu ser. Que bom que o universo conspira a favor e proporciona os encontros necessários para o nascimento de formas de arte que urram no ventre de atores que ainda acreditam em si mesmos. Que bom que temos artistas que estão se ocupando com materiais abandonados como lixo, que tocam no assunto dos seres que são desprezados como lixo, e tudo isso sem deixar a tristeza vencer, como Chaplin fazia. E sem deixar as críticas aos seus sonhos e seus gostos pessoais afogarem suas ações. Que bom que tem punk-rock, que tem gente que peida em cena pra fazer os outros rirem, rirem de nossas limitações, de nossas fragilidades. Não acho que estamos prontos pra responder essas questões todas de uma vez, mas a amizade que  optamos como resultado final dessa pernada nas ruas com os “manos” brasileiros, ainda é nossa maior conquista. Assim como o final do espetáculo de vocês, nossa revolução é construir entre nós pontes indestrutíveis, parece que desastradamente, os ratos conseguem alcançar isso em alguma dimensão desse mundo de brincadeiras que vocês construíram. “Salve as belezas corajosas”. Avante, Cia. Variante. Ao infinito e além.”

MOISÉS AMENO – Fundador da Cia. Fragmentos Teatrais, ator formado pela EAD-USP e autor do texto original de The Ratos (ou O Camarim da Fama Encardida)

“As Satyrianas iniciam ao menos para mim, com animais do poder! Narizes de palhaço… Num clássico feriado que deixam várias criancinhas ensandecidas… O Cenário nos lembra o urbano com detalhes claros da sujeira da cidade, o tal do rato da páscoa. É na partitura corporal pra expressão, o exagero da ação corporal, que o grupo traz uma linguagem específica da comédia e com isso, vai contando uma história de como jogar a peteca do texto de um pro outro. Pausa dramática. É um cenário que se inverte e vira um quarto de criança, bonecas com posturas do tipo escultura, e o lembrete claro de que o som ao vivo, com batuques e guitarras, faz bastante diferença para aumentar o ritmo do jogo cênico. Inspira, expira e o augusto cospe, a dupla de palhaços é quem dá o contorno para desenhar a mudança na qual escolher o novo, fazer alterações, e a frustração da busca de reconhecimento e outras questões pessoais vão sendo colocadas, e ao quebrar a quarta parede dos personagens, traz questionamentos profundos para os espectadores. Essa necessidade de fazer traquinagens, brincadeiras de crianças de história infantil de ser aquilo que verdadeiramente se é, que divaga entre a inocência e a vontade de revolução de sonhar e de principalmente a lição de que não devemos roubar o lugar do outro.”

LUIZA NOVAES -Mestre em História Social pela PUC e Palhaça. Fez essa crítica ao assistir o espetáculo no Festival Satyrianas

FOTOS

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